Acompanhava suas colunas no site da BBC há um bom tempo, mas nunca me dei conta de sua história e importância. Aquele tipo de linguagem escrita onde você se sente conversando com o autor, um mau humor que já vinha dos tempos de Brasil, acentuado pela convivência com os londrinos e sua característica clausura. Ele dizia que não havia civilização abaixo dos trópicos, muito disso por conta do clima. O frio, dizia, te força a usar roupas, ter abrigo, caçar, trabalhar; já o calor não, basta estender um pedaço de carne ao sol e depois guardá-lo.
Tudo isso para falar que em uma de suas entrevistas ele cita um tape do livro Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto. Fiquei curioso e fiz o que sempre faço: copiei este pedaço de texto, joguei no Google e larguei lá, para pesquisar mais tarde.
Não encontrei o filme que ele citava na entrevista, mas acabei por descobrir uma animação fantástica feita com base na poesia do livro. Incrível!


Pode até soar estranho (e daí!?), mas o primeiro álbum da série é, em minha opinião, o segundo melhor disco da banda, só perdendo para o fantástico "Blood Sugar Sex Magik", que fica para uma próxima postagem. Após estes 2 excelentes discos a banda ainda lança o bom "One Hot Minute" e entra definitivamente em sua fase comercial com o ultra-pop "Californication" e o monótono "By the Way". De acordo com um amigo, isso aconteceu porque: "não tinha como os caras continuarem tocando desse jeito sem que um morresse de overdose em algum momento". Concordo…


